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 A programação do XII Encontro de Ex-Residentes do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) trouxe ao debate fertilidade e reprodução assistida, métodos de contracepção de longa duração, terapia hormonal, células-tronco e sangue de cordão, entre outros assuntos de atualização na área. O evento ainda proporcionou o reencontro de colegas que realizaram sua residência médica no Clínicas.

Na abertura, a coordenadora do evento, Jaqueline Lubianca, lembrou que a edição deste ano era especial. Além da programação científica, o encontro possibilitava compartilhar histórias e comemorações entre os ex-residentes do hospital. “Outro aspecto especial, após seis anos associado a outros eventos, neste ano tivemos uma programação específica para a área”, ressaltou. A chefe do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia, Maria Celeste Wender, falou da relevância do evento para promover a ciência e a troca de experiências entre os participantes.

A presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, Hitomi Nakagawa, palestrou sobre a importância de preservar a fertilidade natural e as limitações do ciclo reprodutivo. Apesar de as mulheres adiarem cada vez mais a maternidade nas últimas décadas, o período fértil não acompanhou a mudança. “Historicamente, a taxa de fertilidade não aumentou após os 30 anos. Nesta idade chega a 20%. Já aos 40 anos, ela cai para 5%”, destacou, enquanto exibia um gráfico mostrando a tendência. “O que mudou sobre este assunto foi a cultura, não a natureza”, completou.

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As professoras Patrícia Pranke e Lucia Silla falaram sobre a doação do sangue de cordão e de células-tronco. Patrícia salientou que este tipo de sangue ainda é pouco utilizado, mas pode ser aproveitado em cirurgias e transfusões, sendo que 90% é destinado a pessoas com leucemia. “Se ele não for captado logo que o bebê nascer, vai para o lixo”, acrescentou. Lucia trouxe algumas estatísticas do aproveitamento destes doadores. No HCPA, dos 1.623 processados para doar, 945 foram liberados para doação, por exemplo. Segundo ela, o aproveitamento é bom, uma vez que no país para cada 40 mil doadores, só 187 tiveram o sangue aproveitado. “O sangue do umbigo pode ser aproveitado na Neurologia, servindo para tratamento da paralisia cerebral”, revelou.

Os palestrantes e ex-residentes também aproveitaram o encontro para fazer um registro fotográfico da turma, relembrando a primeira edição do evento, que ocorreu em 1986.

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