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A V Jornada de Fisioterapia do HCPA trouxe uma série de destaques sobre a importância social do tema seu papel na assistência ao paciente. Políticas públicas para o envelhecimento, inovação tecnológica e a capacidade da reabilitação para pessoas amputadas foram os principais assuntos dessa edição. Na abertura do evento, no dia 23 de novembro, também foram lembrados a criação do Serviço de Fisioterapia e a premiação com o troféu Vera Rocha, ao professor e idealizador do curso, Ricardo Petersen, referenciado como um grande gestor público.

O envelhecimento da população é cada vez maior e o processo corre mais rápido que nos séculos 19 e 20, por exemplo. “A França levou 100 anos para aumentar em duas vezes as pessoas com mais de 60 anos; hoje, leva-se em torno de 30 anos para acontecer o mesmo fenômeno”, ressaltou Roberta Rigo, uma das palestrantes da programação. Segundo ela, mesmo envelhecendo sem problemas de saúde, com 70 e 80 anos, a pessoa tem limitações físicas e psicológicas. Fatores comportamentais, sociais e econômicos têm peso maior nesta fase da vida. Por isso, políticas públicas de prevenção e tratamento de doença são fundamentais para este público.

As técnicas de reabilitação para o esporte de pacientes amputados foram abordadas pelo médico ortopedista Paulo Mulazzani e o triatleta Edson Dantas. Os dois usam próteses nas pernas. Mulazzani mostrou personagens famosos e anônimos que têm adaptações para mobilidade. “O cantor Roberto Carlos é um que tem prótese no pé. Assim como ele, têm milhares de pessoas que usam a tecnologia e a reabilitação para ter uma vida melhor”, relatou. O triatleta Edson Dantas é um exemplo disso. Ele foi amputado na perna em 1992; hoje, leva uma vida normal, usando próteses para corrida e prática de esporte de alto desempenho.

Inovações tecnológicas na área também integraram as palestras do evento. Aline Pagnussati falou das oportunidades e dos desafios da telerreabilitação, uso de aplicativos para acompanhar a evolução do paciente durante o tratamento. “As ferramentas tecnológicas ajudam na coleta de dados, cobertura da assistência e maior engajamento entre profissional e paciente”, analisou. Além disso, permite acompanhar o quadro da pessoa em tempo real.

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